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Uma obra dedicada ร memรณria nacional, ร reconciliaรงรฃo e ร uniรฃo dos angolanos.
O Memorial em homenagem ร s Vรญtimas dos Conflitos Polรญticos em Angola foi concebido para honrar a memรณria das pessoas que perderam a vida na sequรชncia dos conflitos polรญticos ocorridos no paรญs entre 11 de Novembro de 1975, data da proclamaรงรฃo da Independรชncia Nacional, e 4 de Abril de 2002, data da assinatura dos acordos que abriram caminho ร paz definitiva.
Com cerca de 35 metros de altura, a estrutura denominada “Alianรงa Eterna” รฉ constituรญda por dois blocos articulados, distribuรญdos por nove pisos. A sua configuraรงรฃo arquitectรณnica procura reproduzir visualmente um abraรงo, representando o perdรฃo, a uniรฃo, a reconciliaรงรฃo, a fraternidade e o reencontro entre os angolanos.
A concepรงรฃo da obra procura afastar qualquer interpretaรงรฃo de vitรณria de uma parte sobre outra, privilegiando a representaรงรฃo de dois lados que, depois de uma ruptura, se aproximam. Desta forma, o memorial assume-se como um sรญmbolo de reconciliaรงรฃo e de construรงรฃo de uma memรณria colectiva assente na aproximaรงรฃo entre os angolanos.
Outro elemento de destaque รฉ a Mulembeira da Reconciliaรงรฃo, uma รกrvore petrificada de cor branca, com aproximadamente 12 metros de altura. A sua concepรงรฃo resulta da associaรงรฃo da mulembeira ร tradiรงรฃo africana de transmissรฃo da sabedoria, reforรงando a dimensรฃo simbรณlica e cultural do espaรงo.
Integrado num local que se afirma como um verdadeiro corredor da memรณria nacional, prรณximo de instituiรงรตes representativas do Estado, da Repรบblica e da histรณria polรญtica contemporรขnea de Angola, o Memorial รฉ constituรญdo por trรชs elementos principais: a Alianรงa Eterna, a Mulembeira da Reconciliaรงรฃo e o Hall de Memรณria.
Mais do que uma estrutura arquitectรณnica, o Memorial representa um espaรงo de homenagem e preservaรงรฃo da memรณria das vรญtimas dos conflitos polรญticos, reafirmando a importรขncia da reconciliaรงรฃo, da fraternidade e da uniรฃo na histรณria nacional.
Fonte: Jornal de Angola.
Revista KARAS & Koroas — Arte, Cultura e Sociedade.


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